Após a perda do título da Copa do Brasil, veio à tona novamente um grupo de torcedores que reconhece o incômodo com algumas vitórias corinthianas, pelo significado político que elas têm.
De cara, esses torcedores são condenados pelos fanáticos mais radicais (torcedores de organizadas, entre outros), mas é mais conveniente tentar entendê-los do que execrá-los.
Sem dúvida que soa contraditório ser corinthiano e pensar no lado ruim das vitórias do próprio time, mas faz sentido quando se lembra de tudo o que tem envolvido o Corinthians nos últimos dez anos, e não focar somente o presente – que nem é tão bom assim, pois somos líderes e invictos, mas estamos na segunda categoria.
A “turma do pé atrás” (na verdade é um grupo sem nome, mas se pode batizá-lo assim) pensa permanentemente em todos os erros e absurdos cometidos desde a primeira parceria, em todos os crimes que lesaram o patrimônio alvinegro, e que terminaram impunes.
Pensam em toda essa gente que mamou nos cofres do clube e que terminaram sendo responsáveis diretos pelo momento mais doloroso da vida de todos os corinthianos.
Se trata somente de perceber que os que mandam no clube atualmente mantêm um estilo de gestão que levou o Corinthians à triste realidade em que se encontra, tanto no âmbito financeiro quanto no desportivo. E não precisa ser muito inteligente prá saber que o título da Série B, que é questão de tempo, será utilizado como plataforma eleitoral, como também seria o título que não veio da Copa do Brasil.
Ninguém está falando em torcer contra o Corinthians, e sim de sentir que cada vitória deve ser celebrada, mas com um certo remorso, pois se sabe que por trás dela há uma pequena má notícia escondida.
A turma do pé atrás ama o Corinthians tanto ou mais que os próprios Gaviões da Fiel – tanto que nem pede ingressos pela metade do preço em troca do seu amor.
A turma do pé atrás quer ver o Timão campeão da Segundona, de preferência invicto, e que a atual diretoria deixe o clube em janeiro, dando lugar a uma administração realmente honesta.
Essa combinação é quase impossível. Mas que corinthiano nunca sonhou com o impossível?
